Vida de Dotô
É gente... lembra da escola, quando você gostava daquela menina (ou menino no caso das moças) e essa(e) não queria nem saber que você existia mas mesmo assim você a perseguia por onde quer que ela fosse? Pois então eu sou um pós-graduando em busca de emprego porém ele nem me dá bola.É essa é a minha vida de Dotô ou pra quem preferir de quase dotô .
domingo, 11 de agosto de 2013
Em mercado de graduandos quem tem Doutorado é rei?
domingo, 9 de junho de 2013
Para você ver como são as coisas.
Boa noite pessoal. Como tem passado?
Desde a última postagem minha vida não mudou muito. Tento da melhor forma possível conduzir o meu doutorado para que consiga, um dia, quem sabe ser um pesquisador competente e útil (não só para o meu grupo mas para a sociedade). Na maioria das vezes, acho um caminho muito difícil mas recompensador. Contudo, há algumas vezes que me sinto desanimado, incompetente e irremediavelmente fadado a um futuro sem perspectivas como professor de escola estadual (ultimamente castigo somente comparado ao Tártaro de Hades). Mas há eventualidades nas quais sinto-me frustrado ao ver como algumas pessoas tratam as coisas públicas fazendo com que elas se tornem privadas. Digo, com que direito alguém, em uma universidade pública, proclama algo, um objeto ou projeto, como seu? Como alguém usufrui do dinheiro, destinado a um laboratório, a seu bel-prazer? Por vezes, atino que sou demasiado idealista e romântico, beirando a ingenuidade ou ainda a imbecilidade, para entender de fato como as coisas realmente funcionam ou são operadas dentro de uma universidade pública e portanto não mereço estar onde estou (uma vez que sou um imbecil) e sendo assim me sinto pequeno, fraco e impotente em relação aos acontecimentos que me cercam.
Além disso, tento auxiliar as pessoas que estão a minha volta uma vez que isso tem dois efeitos positivos incríveis: o primeiro deles é bem óbvio, quando você ajuda alguém, essa pessoa se eleva e talvez, futuramente, ela possa te ajudar quando você necessitar. O segundo motivo está um pouco mais implícito. Quando há essa troca de informações, muitas vezes, você ganha experiência, skills, para enfrentar dificuldades vindouras.
A ciência é algo engraçado. Não deve haver lugar para competições, para rivalidades frívolas, efêmeras, tal qual seus propagadores, antes deve haver somente cooperação não por altruísmo e sim por beneficiamento mútuo das partes cooperadas. A ciência é sim uma instituição humana, feita por humanos para os humanos, por isso é passível de erros. Entretanto, ela deve ser maior do que os humanos pois deve agir como um instrumento de prospecção do futuro e não algo voltado para o presente. Ela deve ser tão perene quanto a vida da humanidade e não tão efêmera quanto a vida de um humano. Foi por acreditar nisso que eu estudei Biologia e pretendo me tornar um pesquisador um dia. A ciência é algo muito maior do que e você porém é nosso patrimônio para hoje e o nosso legado para os futuros humanos. Enquanto houver pequenas pessoas discutindo "o meu e o seu" não haverá espaço para discutir o NOSSO FUTURO. É, sou um ingênuo.
Até a próxima postagem.
domingo, 3 de outubro de 2010
Vida de Dotô. Por quê?
Primeiramente, esse blog deveria se chamar Vida de quase Doutor por se tratar de um blog no qual irei relatar alguns fatos acontecidos em minha vida profissional (eu acabei de ingressar no doutorado) porém não parece tão propício quanto somente Vida de Doutor.
Terei que derramar sangue, suor e lágrimas para obter esse Título. Porém poderia ter sido muito mais fácil, eu poderia ter me graduado em Direito, Medicina ou Odontologia pois tradicionalmente ( e sem nenhuma justificativa acadêmica para isso) os profissionais dessas áreas podem se utilizar desse título. Não é engraçado? Eles podem carregar tal título sem ao menos ter feito. Qual seria a origem e o real significado da palavra Doutor? Bem essa palavra parece ter origem nas línguas indo-européias e ela significa (mestre, o que ensina).
Se esse for o caso, não creio que de um modo geral tais profissionais precisem de tal título por que a função deles não é ensinar. Tal título fica muito melhor sendo portado por um professor, afinal de contas é dele a função de ensinar.
Além disso, pelo nível de especialização os Doutores (os que fizeram doutoramento) possuem também a capacidade de ensinar, transmitir os seus conhecimentos para as gerações futuras.
E é por isso que o título desse blog é Vida de Dotô, por que ao meu ver houve uma banalização do título e por isso um esvaziamento do seu real significado e consequentemente do seu valor. Ouço por aí “O Dotô Fulano(médico) vai me ajudar. O Dotô Não sei das quantas vai abrir o processo” eu não agüento mais.
Essa discussão parece inútil não é? Não é tão inútil, pois se tivermos um olhar mais atento e crítico sobre essa tradição veremos que o que estamos fazendo é atribuindo valores desmedidos para as profissões. Quando chamamos um médico de Doutor estamos atribuindo a esse um valor que não lhe é devido, quando chamamos um professor de ... professor, ele não parece tão importante quanto um Doutor Fulano de tal porém sabemos que as coisas deveriam ser bem diferentes.
Além disso, vejo aqui talvez a raiz de toda a arrogância e prepotência de alguns desses profissionais (Médicos, Advogados e Dentistas). E mais, talvez não houvesse tantas pessoas desejando se passar por Médico se não superestimássemos essa profissão e sem falar dos erros médicos, só imaginem... Se déssemos realmente algum valor aos professores (esses sim dignos do título Doutor) seríamos pessoas mais esclarecidas, nossas crianças mais instruídas e provavelmente nossas cidades mais pacificas.
É com pequenos gestos que mudamos o nosso em torno.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Inauguração
Bem, estamos aqui para fazer a postagem inaugural desse meu novo blog. Onde postarei reclamações a cerca da minha vida profissão ( quando esse for o caso marcarei para que você possa decidir se vai ler ou não). Mas também será um espaço onde tentarei colocar coisas interessantes a cerca da minha profissão (como vcs podem ter visto no meu perfil eu sofro do mal de ser um biólogo). Ahh!!! e terá também algumas opiniões minhas sobre a política brasileira e tudo mais.
E que devo frisar é que são estritamente opiniões minhas e por isso ninguém deverá tomá-las como verdade absoluta (já que essa é uma entidade mitológica e por isso padece do mal de não-existência, acho que posso exprimir minhas opiniões). Por enquanto é isso pessoas.
Até